sábado, 25 de dezembro de 2010

Dezembro, dezembro

Nós deveríamos viver em um dezembro constante! Um mês de união, felicidade, festa e amor.


Sonhos. É o que desejo à mim. É o que ofereço à todos; De sonhos se fez a carne; pelos sonhos arriscamos.
Desejo que todos vocês que por aqui passam tenham um Natal repleto de luz, alegria, felicidade, união, amor. Que Deus ilumine cada coraçãozinho e deposite um ponto de luz no interior de cada um para que em 2011 possamos todos juntos iluminar o mundo e torná-lo um lugar melhor, mais cheio de vida, menos cheio de guerra, mais cheio de amor; menos cheio de desastres. "Sonhos sempre vem pra quem sonhar", não é? Vamos sonhar juntos e agradecer pelo 2010 maravilhoso que tivemos. Pelas dores que nos fizeram crescer; pela felicidade que nos fez desejar mais e seguir em frente; pelas pessoas que conhecemos e pelas que deixamos ir. Porque dezembro, sabe-se lá porquê nos faz refletir sobre o que vivemos e pensar no que desejamos no ano novo. Refleti sobre os corações nos quais tenho a certeza de que entrei; pensei nos corações de porta cerrada; e naqueles anjos sem asas que entraram no meu. Descobri pessoas que me completam, outras que me preenchem, algumas que muito parecem, outras que parecem parecer, mas não. E percebi que somos todos interligados, que realmente existe o acaso, o destino, a coincidência e o fato.
Desejo à todos que por mim passaram neste ano a maior felicidade do mundo e que todos possam aproveitar cada momento ao máximo, como se fosse o último. Que saibam deixar as pessoas sempre com palavras de amor e boas lembranças, que sonhem bastante, que realizem, que vivam a partir desse dia com mais ânimo, entusiasmo e fé! Que brote um pé de coração em cada alma escondida. Que nasça esperança nos desacreditados, que a felicidade seja de cada um o propósito maior; E o mais importante de tudo: que os sonhos se tornem realidade!

Um FELIZ NATAL à todos que passam aqui no Amargamente Doce! E que de amargo nesse dia só exista o champanhe!



P.S.: Perdão pela ausência, mas dezembro foi cruel! MUITO trabalho! Final de provas!! Fiquei sem tempo total, mas antes de começar 2011 vou tentar encerrar com um texto de ouro ;) Só peço que não abandonem esse espaço que cuido com muito carinho! Um beijo à todos! Que os novos seguidores sejam bem vindos =) OBRIGADA!

Isa G.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Proteção

“I don’t believe that anybody feels
the way I do abut you now"
                                                                             Wonderwall – Oasis

Dói. Dói muito todas as lembranças bonitas que me sobraram, mas eu prefiro tê-las e sentir doer do que esquecer tudo e seguir em frente como se essa história fosse um rascunho escrito num guardanapo de um bar qualquer. Se soubesse metade da saudade que eu sinto, de um grama do peso que carrego no peito quando te vejo passar, do nó que surge na garganta quando quero dizer algo a você; da saudade que você me dá. Da falta quase insuportável que eu sinto dos seus abraços, da dor na memória quando toca' wonderwall' nos lugares, quando vejo seu nome escrito na agenda do celular. Muita coisa me lembra você e... Eu juro que estou tentando 'te deixar ir', não te procurar, mas desculpa, eu queria ainda estar com você. Acredite, a saudade que eu sinto não cabe na palavra que a descreve. Tento te abraçar em pensamento, mas o vazio em volta de mim é tão grande que machuca.
Nunca achei que diria isso, mas... Eu sinto uma puta saudade de ouvir o seu silêncio. Esses gritos alheios de agora em nada me preenchem como você me preenchia.
Queria poder te encontrar de novo com aquele sorriso que só você tem, mas só me resta te ver caminhando por aí e se encontrando, vivendo, seguindo (como eu admiro isso), mas eu to bem, to bem aqui ainda muito perdida em você.


Isa G.


Vê se não esquece...


sábado, 27 de novembro de 2010

Selo Blog Amigável

 Recebi este selo do blog Sangue e solidão do querido e ótimo escritor Douglas Thaynã. Quero agradecê-lo profundamente por premiar o Amargamente Doce e acompanhar sempre e aproveitar para deixar seu blog como dica de leitura pra quem passar por aqui! =)
O selo tem as seguintes regras: Exibir a imagem do Selo no blog; revelar o link do blog que me atribuiu o selo; escolher blogueiros para premiar.
Meus escolhidos são:


Gostaria de dedicar este selo à todos os blogs que acompanho e que me acompanham porque sabemos o quão difícil é colocar sentimentos em palavras, emoções em idéias, vontades em entrelinhas.

P.S.: Desculpem a ausência!! =/ Estou com muita saudade de escrever aqui, de acompanhar os blogs como fazia, mas faculdade, trabalho, está tudo muito corrido! Logo, logo visitarei os novos seguidores, responderei aos comentários e acompanharei meus queridos blogs. Também postarei um novo texto o mais breve possível e enquanto isso não ocorre, deixo aqui de presente uma das músicas mais lindas que conheço:




"Nós dois temos os mesmos defeitos
Sabemos tudo a nosso respeito..."

Isa G.


terça-feira, 9 de novembro de 2010

Eu conheço um homem de lata

“Se tens um coração de ferro, bom proveito.
 O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia.”
 José Saramago

Você me lembra muito o homem de lata do Mágico de Oz, só com uma diferença: ele confessa a busca por um coração, enquanto você faz a sua silenciosa, em passos calmos e se gaba por ser feito de aço da cabeça aos pés. Sentimentos enferrujados, sorriso sempre à mostra, olhos quase nunca atentos; faz a mesma viagem dos personagens do 'Mágico de Oz' em busca do caminho de casa, mas nem desconfia que sua casa é você mesmo. Procura fora o que está dentro e esconde dentro o que poderia ser bonito aqui fora. Menino assustado, perdido, seu caminho é "in". Talvez se deixasse a armadura de lado pudesse ouvir o coração batendo em algum lugar muito próximo, mas o medo ensurdece; é a coragem que abre os olhos, ouvidos, mente e peito. É a coragem de mostrar fraqueza que fortalece. Mas como pode o homem de lata saber dessas coisas que são emoção? "Homem de lata também sente", alguns dirão. Concordo. Sente, mas dificilmente amassa. Sente, mas facilmente esquece; porque o chapéu de funil não filtra sentimento. Sente, mas não aperta o coração, não apavora o estômago, não atormenta a mente. Sente sem saber guardar.
Quem sabe um dia esse homem feito de lata encontre um mágico que lhe dê um coração; quem sabe um dia ele decida parar de enganar a si mesmo que consegue viver só com dois pulmões no centro do corpo. Quem sabe um dia ele volte um pouco o caminho e vem com o sorriso estampado e o peito, enfim, aberto. De nada adianta dois pulmões se você não tem um coração pra te fazer perder o fôlego. O homem de lata tem olhos invejáveis, abraço de algodão, é imã. Atrai aos outros naturalmente (e dói saber que isso tem acontecido) porque é como se algo lá dentro, no centro dissesse assim: 'Eu não sei caminhar até aí, mas venha, sente-se comigo e serei uma ótima companhia.' E ele é. Só falta um coração pra saber disso tudo. Acho que a Dorothy não se importaria em mudar um pouco a história e dividir o seu, enquanto o homem de lata não descobre o que carrega dentro.

-Eu conheço um homem de lata
e ele não sabe a falta
que seu abraço revestido de aço
me faz.

Isa G.

domingo, 7 de novembro de 2010

Desafio dos "sete"

Isa G. em: Desafio dos "sete"


     Desafio proposto pela flor do blog Pelo amor ou pela dor. Devo responder as perguntas e depois enviar pra outros sete.

Vamos lá ..

7 coisas que tenho que fazer antes de morrer:
Cinema em Florianópolis, viajar à Itália, conhecer o Humberto Gessinger, aprender a tocar piano, publicar livros, ser voluntária no hospital do câncer, fazer um boneco de neve.

7 coisas que mais digo:
"Deixa eu te contar", "vou lá pra fora"(na faculdade), "mereço", "o que que você acha?", "isso dá um texto", "idem", "agora é esquecer, né?"

7 coisas que faço bem:
Tirar fotos, ouvir, escrever, rir, contar histórias, lembrar, não guardar mágoas ou rancor

7 defeitos meus:
Sinceridade, melancolia, carência, bipolaridade, quando fico mal com alguma coisa fico mal com todo mundo, intensidade de sentimento, mau-humor aos domingos

7 coisas que eu amo:
Fé, amigos, livros, músicas, abraços, filmes, chocolate.

7 qualidades:
Sinceridade, amiga, transparência, sensibilidade, força interna, coração múltiplo, a fé de que tudo se acertará um dia.

7 pessoas pra fazer o jogo dos sete:
Douglas, Paulinho Iron, Noe, Douglas Lenon, Brunno Leal, Iule.

 Isa G.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

The Fray - Heartless (Lyrics On Screen) Official Music Video HQ



Vale a pena ouvir com muita atenção ;)

P.S: Passamos dos 100 seguidores!!! Obrigada à todos que acompanham o 'Amargamente Doce'!
=D

sábado, 30 de outubro de 2010

Saiba

Eu não posso fazer mais nada. Você fez sua escolha e se quer partir eu só posso te desejar mais flores que espinhos no caminho e... Quer saber? Eu te desejo mais. Que você tenha fé, muita fé. Mais do que a que eu tive em relação a você, nós. Mais do que a fé de criança em coelho da páscoa e papai Noel. Tenha fé em você, nos seus sonhos, naqueles que te cercam. Tenha mais fé no peito, nos olhos. Acredite! Crer faz toda a diferença. E eu te desejo muita sorte pra que você consiga ser o melhor que pode; pra que descubra o que fazer da vida e descubra, a tempo, a importância que você tem na vida de muitos (na minha). E eu te desejo uma enxurrada de sentimentos pra que você possa ver e sentir na pele, nos ossos, na alma que sentir pode até doer, mas vale a pena quando você vê aquele sorriso, aqueles olhos, aquele coração disparado e pernas bambas. E eu te desejo tudo isso também. Que você possa um dia sentir por alguém o que senti por você. É tão bonito, você tem que ver. Espera. Antes de ir, deixa eu te dizer uma coisa? Segura minha mão. (suspiro). Obrigada. Não por segurar minha mão, mas por me segurar inteira, por me fazer bem, por ter me escutado tantas vezes, por ter se importado e dito que só queria meu bem. Eu acreditei. Obrigada por ter me cuidado, por ter dividido parte do seu caminho comigo, pelos risos, brincadeiras, parceria. Olha, ta sol lá fora, mas eu não posso mais te prometer o céu, eu não posso mais querer ser sua a céu aberto, a céu interno. Mas eu desejo que seus dias sejam de sol; com chuva quando você precisar. Desejo, com todos os meus corações que você seja feliz no seu caminho, nas suas escolhas, na vida. Porque você tem um sorriso que merece ser visto e anda como se soubesse dos passos que dá e porque você, só você tem duas pintas perto do olho direito que, meu Deus, uma é meu pecado e a outra meu perdão. Porque eu vou sentir sua falta. Porque vai doer. Porque você me fez um bem enorme. Porque é você. Eu te desejo... Apenas. Saudade, sempre. Agora pode ir! Coração ta bem apertado, mas vai! E se eu posso te pedir alguma coisa, se você acha que tive um pouquinho de importância nesse seu mundo paralelo, cheio de gente e sonho, só peço que... Não me esqueça. E me abraça de vez em quando. Te desejo memórias bonitas. Lembra da minha felicidade ao te ver, do meu ‘bom dia’, do meu sentimento. Lembra do que foi bom e me perdoa o excesso. De palavras, de choro, de sentimento. É que eu transbordo mesmo. Em tudo. Em todos. Meu barco furou quando nasci, então tive que aprender a navegar em águas profundas. E fiquei densa, indo sempre ao fundo de mim, de você, de tudo que me toca. Foi bom. Foi ‘bazinga’. E eu te admiro, muito. Queria ter sido um pouco mais mistério, um pouco menos coração, mas... É isso! Pode soltar minha mão agora, mas me solta aos poucos. Tem certeza que não quer ficar e tomar um café? Hum! Tudo bem então. Ei...  Eu...  Te desejo...

Isa G.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Sem fio

"Algumas vezes eu fiz muito mal para pessoas que me amaram. Não é paranóia não. É verdade. Sou tão talvez neuroticamente individualista que, quando acontece de alguém parecer aos meus olhos uma ameaça a essa individualidade, fico imediatamente cheio de espinhos - e corto relacionamentos com a maior frieza, às vezes firo, sou agressivo e tal. É preciso acabar com esse medo de ser tocado lá no fundo. Ou é preciso que alguém me toque profundamente para acabar com isso."


"Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu. "




Caio F. de Abreu



P.S.: Desculpem a ausência, mas tá uma correria aqui! Fim de semana texto novo =) sem falta! Enquanto isso vai esses trechos do Caio aí que sempre falam por mim e, acredito, por muitos outros.Ou por outro. E de alguma forma muito bonita e triste, na minha visão esses dois trechos se relacionam.  Beijos =*

Isa G.

sábado, 16 de outubro de 2010

Você não pode


-Jhony, eu te conheço há quantos anos?
-Acho que uns quinze, por quê?
-Lembra quando eu te disse que ficaria sozinha? Então, eu tinha razão.
-Você não pode dizer isso só porque algumas estórias deram errado. –ele riu – Você simplesmente não pode ficar sozinha.
-Por quê?
-Por quê? – ele encarou a mulher ruiva parada a sua frente e respondeu sério – Porque você tem esses olhos que mais parecem duas esmeraldas tristes e sempre olha nos olhos quando conversa dando a outra pessoa confiança e credibilidade. Porque você gosta de andar de mãos dadas e adora abraços. Quem hoje em dia gosta disso, criatura? E as mãos dadas são justamente pra te lembrar que você não estará sozinha. O abraço se não me engano é porque te deixa segura e te faz sentir querida. Porque você sorri com a alma e chora com ela também. Você é sentimento puro. E porque você tem aquele cachorro de pelúcia todo costurado que ganhou no seu aniversário de um ano e ainda guarda a cartinha do seu namoradinho de infância e todas as flores que sua mãe já te deu. Porque você coleciona o que há de mais valioso por aí: o amor. E eu acho horrível quando você vem choramingando pro meu lado dizendo que fulano está mal e aí você fica péssima também ou que ciclano te magoou e você enumera mil defeitos em você pra justificar que a pessoa não gosta de você (acha mesmo que isso é possível?). Porque você tem essa terrível mania de se doar demais, se entregar em excesso, mas isso te faz tão linda porque você não tem medo. Você gosta tanto de pessoas, acredita tanto em sentimentos que caminha de olhos fechados quando o assunto é coração. Porque você é corajosa, coração!
-Me abraça?
-Sempre.

Isa G.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Coisa de um coração

Quando eu era criança adorava esconder em algum canto só pra minha mãe ficar louca me procurando, chamar a família inteira pra ajudar a procurar. Aí do nada eu aparecia e recebia aquele monte de abraço, passada de mão no rosto, no cabelo e palavras do tipo: “Por onde você andou menina? Quer matar a gente do coração?” Claro que eu não queria matar ninguém do coração. Eu queria guardá-los no peito e pra isso achava que era preciso que, primeiro, eles sentissem minha falta e que quando eu voltasse perceberiam que eu era especial e gostariam de mim assim, em um click. Bobeira de criança, coisa de filha única, carência, pode dar o nome que quiser. Hoje, muitos anos depois eu não sumo mais. Mas não é por ter a absoluta certeza que aqueles que me procuravam me amam ou do amor das minhas segundas e terceiras famílias que construí por aí. Devo admitir que a vontade de sumir é por vezes muito grande. Vontade de subir naquela casa na árvore e ficar ali até escurecer e só descer quando o pai aparecer pra ajudar, vontade de andar por aí sem rumo e só parar num lugar onde não haja conhecidos. Mas não faço isso. E não faço porque tenho um medo gigante que aperta o peito: medo de que não sintam minha falta e eu fique perdida por aí. Não é drama não, nem carência, nem coisa de criança. É coisa de um coração que não tem se achado importante, coisa de um coração que só quer ser lembrado sem precisar sumir. Tem dias que além de retrato em preto e cinza, a gente se sente um retrato em preto e cinza melancólico e invisível. São tantas as pessoas que eu guardo aqui dentro de mim e é tão grande a falta que me fazem. Não é possível que só eu sinta assim. Isso não pode ser coisa de um coração bobo da corte. Meu coração é real, a saudade realeza.

Isa G.

sábado, 9 de outubro de 2010

Porque às vezes...

-Claire, o que você vê nessa foto?
-O que eu vejo? Humm... (silêncio). O fim.
-Explica?
-Ah, Lucy! É simples. Eles estavam bem. Ela o abandonou. Ele sofreu. E agora vai tentar seguir em frente.
-É isso mesmo que você vê?
-Sim. Por quê?
-Você não acha que às vezes o problema é também a solução?
-Aonde você quer chegar?
-Tenta olhar, agora, da direita para esquerda. Ele sozinho em pleno verão, triste por qualquer motivo. Pode ter sido despedido do emprego, pode ter sofrido por amor, o cachorro pode ter morrido. E ele se lamenta; verão, inverno, outono. Sempre na mesma praça, sempre no mesmo banco. Talvez ela passasse ali todo dia e tenha começado a se preocupar com ele, com todo aquele mistério que ele tinha nos olhos, toda aquela caixinha de surpresa que era a vida dele. E talvez ela tenha se perguntado sobre o que ele estava sentindo, pensando, querendo e resolveu tentar ajudar. Então, em uma madrugada, antes que ele acordasse, ela se colocou ali no mesmo banco. E quando ele abriu os olhos, lá estava ela disposta a ajudá-lo com o que fosse.
-E ele disse qual era o problema?
-Pra quê, Claire? Ele já tinha a solução.

Isa G.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Hallelujah - Jeff Buckley





"You know, I used to live alone before I knew you
And I've seen your flag on the marble arch
and love is not a victory march
it's a cold and it's a broken hallelujah"

Coração assusta fácil mesmo! Dá um medo sentir demais; dá um medo sentir de menos. O ideal seria o equilíbrio, mas a gente sempre tromba em algo/alguém e tomba mais pra um lado. Geralmente, pro lado de dentro.

Isa G.

Compartilhando uma das músicas que eu mais gosto (quase ninguém sabia disso - hahaha)
Jeff nasceu em 17 de novembro de 1966 e morreu afogado em 29 de maio de 1997. Foi considerado um dos maiores músicos de sua época e conquistou fãs como: Radiohead, Coldplay e Muse.

Boa semana pra todos! =*

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Chove lá, chega aqui?!

Foto: Gettyimages

E nesses dias nublados de chuva e frio dá quase uma "vontadezinha" de pecar só pra encontrar o perdão no canto direito do seu rosto. Me abraça forte, me segura e esquenta, fica? que eu sei que vai ficar tudo bem.

Isa G.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Selo de reconhecimento

Recebi este selo da Vivian do blog: "Vai um cafezinho?" e sou muito grata à ela por isso! :)


 "Indique para 10 blogs caso queira participar. E não esqueça de avisar aos blogs sobre o selo."


1. Costurando Estrelas
2. Sangue e Solidão
3. Eu te toco também
4. Eternos Rascunhos
5. Pelo amor ou pela dor
6.Colcha de Retalhos
7.Quem se importa
8.Fecha aspas, coloca você
9.Frases bonitas não completam vidas
10.Brunno Leal


Sigo muitos blogs e admiro cada um que conseguiu me conquistar através das palavras! Sei que todos são merecedores do selo, mas como posso indicar apenas 10, aí estão. Reconheço o esforço e dedicação de todos e fica aqui a minha indicação pra quem quiser conhecer diferentes estilos cada um bonito à sua maneira! São todos excelentes.



Isa G.



sábado, 25 de setembro de 2010

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Estação de flores


A primavera chegou e eu soube assim que vi você sol, luz, quente chegando e senti brotar flores vermelhas, amarelas, roxas, azuis, laranjas, brancas, brandas, uma a uma em meu sorriso. Quero ser toda flores, inteira sua. Na Estação das flores, encontra comigo.

Isa G.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Tudo bem


"No fim destes dias encontrar você que me sorri, que me abre os braços, que me abençoa e passa a mão na minha cara marcada, na minha cabeça confusa, que me olha no olho e me permite mergulhar no fundo quente da curva do teu ombro. Mergulho no cheiro que não defino, você me embala dentro dos seus braços e você me beija e você me aperta e você me aquieta repetindo que está tudo bem, tudo, tudo bem."

Caio Fernando de Abreu

domingo, 19 de setembro de 2010

Escuridão

Me diz do que adianta tanto sentimento se for pra esconder? Me diz pra que serve tanto sorriso pra depois só fazer sofrer? Me diz o nome do que é isso porque eu já não sei mais onde estou! Em quem eu acredito? Quem aqui é de verdade? Quantos machucados você carrega? Eu? Já perdi as contas. É triste aqui. Muito quente. Se estivessem aqui, os gélidos iriam queimar seus corações gelados, e eu só alastro o fogo porque sou pólvora, vento, lenha. Não vejo problema em ter sentimentos quentes. Vejo problema em palavras de gelo, atitudes de ar, que mudam a direção constantemente, e sempre passam. Tá muito triste aqui, Cá. Ninguém sente nada, ninguém diz nada. São todos surdos e mudos no amor. Poxa, me tira daqui! Tira depressa! Não quero ser um deles, por favor. Por mais que me doa, por mais triste que seja, quero continuar carregando no peito a maior causa humana, por mais que machuque, arda, despedace, quero ir embora daqui. Quero gritar ao mundo o que penso, o que sinto, o que eu quero. Não vai fazer a mínima diferença para esses surdos-mudos, mas em algum lugar do mundo (ou fora dele), algum coração defeituoso vai me ouvir. Cá, me avisa a hora de voltar. Só não demora muito... Porque eu quero sair.

Isa G.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Amor patriota.


Queria saber falar de outra coisa senão amor, mas é como querer falar inglês, italiano, alemão tendo nascido no Brasil. O amor é minha língua, minha terra. E eu? Sou bem patriota.

Isa G.


quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Diferença


“Sei que fui ausente. Me desculpe. Peço-lhe, agora (se é que estou em condições de pedir algo), não que aceite, mas que perdoe tal ausência minha. E que, quando ler isto aqui, saiba que estou lhe falando a verdade, apenas não sei demonstrar meu amor. Não demonstrar é diferente de não sentir. E eu sinto tanta coisa... Tanta coisa...”

 Douglas Thayanã

Mais em: http://sangueesolidao.blogspot.com/       =)   Obrigada por me deixar postar parte de um texto seu, Douglas!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Inteira metade

Não me importa que você seja razão. Deixa que eu seja coração por você; tem muito sobrando aqui! Posso ser sua emoção, sensibilidade, sua geleira derretida. Você pode ser meu escudo, proteção, razão em forma de gente. Você é ó... Um aço. E eu sou puro... Abraço. E eu gosto disso. É quase um suporte. Todo abraço deveria ser de aço pra resistir às pancadas internas.
É assim mesmo: você faz, eu falo, eu sinto, você pensa. Pode ser passo, serei caminho. Pode ser riso, serei contigo. Talvez a gente se equilibre nessas diferenças. Sou ímpar, você também. Talvez somados continuemos um.

Isa G.

sábado, 11 de setembro de 2010

Eu adoro voar


"Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar!
Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre."


Clarice Lispector

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Despedido


 o aviso prévio antes de se perder um emprego. Deveria ser assim no amor. Nenhum coração merece um chute sem se preparar pra queda.

Isa G.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Ser inteiro.


Ser coração não é tarefa fácil. É bonito de se ver sim, mas ser... É completamente diferente, outra história, mais semelhante ao 'behind the scenes'. Quem é coração cora fácil, tem um mar de flores no lugar do cérebro, sorriso a céu aberto, peito furta-cor. É sonho no lugar dos olhos, amor no lugar do amor. Vai dizer que não é bonito? Agora tenta ser.
Ser coração é sofrer antes, durante e depois de toda e qualquer situação. É sentir saudade de quem já se foi e de quem nem chegou. É querer temendo, é tremer por querer demais. Arrepender do excesso que carrega e dizer sempre: nunca mais... Até o próximo minuto. Ter aversão à pessoas feitas de ferro, abraços gelados, sentimentos aprisionados.
Um ser coração é um ser livre, mas que sempre volta porque o peito cria raízes aonde cai (e ele sempre cai). É acreditar na história das estrelas, nunca ter certeza, enxergar o bem e a beleza mesmo que estejam escondidos por máscaras de jornais. Cansa (respira). Cansa (respira). Cansa (respira)... Mas sempre acha jeito de continuar porque quem é feito de carne e sangue não desiste da busca, mesmo que haja espera. O peito foi feito pra esperar.
Ser coração é julgar-se sempre solitário porque sente-se carregando o órgão exposto, mas que ninguém vê, ou sente. (e o coração sente pesadamente por isso). É esperar sempre o pior, mas desejar ao fundo o melhor. É ser excesso, um milhão de sentimentos em cada poro. Um coração que se divide em mil, mas se refaz...todos os dias. Ser coração é ser eterno, infinito e... até mais.

Isa G.

Que permaneça assim


- Faça um desejo!
- E se eu não tiver nada para desejar? E se eu tiver tudo o que quero?
- Deseje que nada mude.


Grey's  Anatomy - Episódio 11 (5ª temp.)




p.s.: post encontrado no 'Eu te toco também'. =) Grey's é muito bom.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Querido baú...


Sei que tenho depositado em você tudo o que não cabe mais em mim: sonhos, esperanças, insegurança e muito, muito sentimento. Tenho feito de você o meu baú preferido, só com uma diferença: um baú comum, geralmente, é usado para guardar lembranças (boas ou ruins) e objetos de valor sentimental. Baú é sempre uma volta ao passado, mas você querido, não! Você é um tipo especial e o que eu te deposito é pra ser fruto, futuro, no mínimo presente, mas não passado. O que eu quiser guardar de lembrança arquivo na memória, no diário, nas gavetas, até mesmo em algum baú no canto do quarto, daqueles bem empoeirados. É... Lembrança é pó acumulado no coração.
Quanto à você... Se te deposito meus sonhos é porque sei, de alguma forma, que meu sonho contempla o seu.
Se te entrego esperança é porque espero que seu jeito se encaixe ao meu. Se te mostro insegurança é porque tenho medo de me esvaziar e as minhas peças não serem as certas pra arquivar no fundo do baú, do teu. E se te dou sentimento! Ah! Se te dou sentimento é porque quero te livrar do pó e te transformar num amuleto da sorte, daqueles pra carregar comigo. Te faço baú, mas não te quero um! Perdoe a ousadia, mas aceite a condição?

Isa G.

domingo, 5 de setembro de 2010

(In)decisão


Será que se a gente soubesse que caminho seguir, seria mais fácil caminhar?

Quando estamos frente a uma bifurcação sei que é difícil escolher qual caminho seguir, mas acredito ser melhor assim. Se soubéssemos ter que seguir por um caminho tortuoso, cheio de espinhos, tempestades, buracos e 'monstros', caminharíamos em paz e tranqüilos? Chuto eu, que não.
Algumas coisas são melhores se deixadas desconhecidas. Bom é ter uma bagagem boa nos pés, costas e coração. Se chover a gente tira o guarda-chuva, se fizer sol  passa o protetor, se tiver buraco pula e os monstros 
a gente enfrenta. A vida é assim mesmo: uma caminhada no escuro. Às vezes encontramos pessoas-lanternas que servem justamente pra iluminar parte do caminho, mas elas se vão e seguem o  próprio destino. Vida também é isso: jornada solitária.
Indecisão faz parte do jogo, mas no fim é melhor mesmo não ter certeza de nada e arriscar tudo. Quando se tem tudo a ganhar, não se tem nada a perder.
Melhor caminhar no escuro arriscando a chegada do que no claro com medo de não alcançar o fim. 
Deus foi muito justo e generoso com todos: numa mão depositou um caminho e na outra uma venda. Lembre-se que nem sempre caminhar no escuro quer dizer andar às cegas. O caminho antes de ser externo, faz curvas por dentro e é logo ai que se encontra a maioria das instruções.

Isa G.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

You say...





"You say that you love rain,

but you open your umbrella when it rains...

You say that you love the sun,

but you find a shadow spot when the sun shines...

You say that you love the wind,

But you close your windows when wind blows...

This is why I am afraid;

You say that you love me too..."



(William Shakespeare)

P.s.: Encontrei esse texto no querido blog Costurando Estrelas e tive que postar =) muito lindo! 

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

'Muitos passarão, eu passarinho...'


Era estranho observar a relação daqueles dois; durante muito tempo não consegui dizer o que era ou como funcionava. Hoje, gosto de dizer que ela era como flor e ele pássaro louco, solto, apaixonado por uma flor.
Era bem assim: ela crescia aos poucos, sempre necessitada dos cuidados e atenção alheios e naquilo que a sustentava (acredito eu que os sentimentos. Até hoje é um pouco confuso para mim) ela trazia espinhos e em meu estudo tenho quase a absoluta certeza que eles não eram para machucar ninguém, mas para defênde-la das pragas, de quem quisesse a tirar do chão. Ela sempre foi mais terra, embora sua cor sempre tenha sido um azul esbranquiçado que se você deitasse a seu lado e olhasse a cima, ela e o céu se tornariam um.
Ele já nasceu caindo do ninho, sempre tão independente, asas fortes, peito cheio somente de ar e um bico que quase nunca falava. Suas plumas eram cor de cimento com um tom esverdeado em algumas partes. Voava todo dia sem dizer aonde ia, mas voltava, sempre; Para o sossego da mãe até o dia seguinte. Pousava somente em seu galho, discreto, observador, calado.
Ver aqueles dois sentados na beira da calçada em frente a casa dela era justamente enxergar isso aí: uma flor de terra que vê o passáro-ar partir e não tem controle nem força pra pedir pra ele ficar; muito menos a garantia de volta. Mas quem nasce flor, nasce pra se abrir e foi exatamente isso que ela fez quando ele disse que estava indo, que necessitava voar um pouco, afinal, fora feito no céu, raízes no ar, disse que tomaria cuidado e que se sentisse vontade, voltaria.
Eu vi a flor murchar e é tão triste quando isso acontece. A cor fica fosca, os espinhos ganham vida e ela se volta mais ainda ao chão. Deixa de ter a cabeça, os sonhos voltados ao céu e se fixa em suas raízes de mármore e poeira. Eu vi a flor murchar e o pássaro suspirar de dor. Por um momento eu ri sozinha, pensando: Mas, meu Deus, como pode um pássaro se apaixonar por uma flor e vice-versa?
E Ele me deu a resposta logo adiante. O pássaro bicou a pétala da flor, tirando dela um pedaço; colocou o pedaço ao chão, bicou o próprio peito e no lugar desfalcado da pétala, ele deixou a pluma. Então pegou sua lemrança azul esbranquiçada, guardou no peito e levantou vôo. Sem mais delongas, sem despedidas tristes e melancólicas, aquilo ali era rotina de pássaro, não tinha necessidade de drama.
Ela continuou sentada ali durante um tempo, olhos fixos ao chão, a pluma passando de mão em mão e então deu um sorriso e olhou pra cima, como se tivesse a certeza de que de lá ele a veria.
Hoje sei que não só eles, mas nós somos todos pássaros e flores. Têm os que nasceram regidos por Marte, pés na terra, outros tem Júpiter como regente, ar na mente e pés soltos. Mas, o que é bonito é essa troca de carinho que não exige nada em troca. Tirar um pedaço de si e entregar ao outro é a maior prova de amor que já conheci. Eu não sei se ele voltou, se ela murchou. Não sei se ele em fim encontrou 'uma passarinha' e se a flor azul polinizou. Sei que eles são meu exemplo de amor e sempre que penso em alguém, penso num pássaro carregando no peito o amor de uma flor.

Isa G.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Par seria...

Foto: Gettyimages

...se meu ímpar somasse ao teu.

Nunca escondi a minha sinceridade de ninguém, nunca deixei os medos embaixo da cama como se fossem monstros papões, nunca prendi uma lágrima que quisesse cair. Ando lado a lado com cada parte de mim, inclusive as que assustam, mas que me fazem humana.
Fui sincera ao dizer que já caí incontáveis vezes e estou cansada de ser sempre no mesmo buraco. Fui sincera ao dizer que tenho medo do novo, da poeira do velho e do sentimento de fogo queimando por dentro bem no centro distorcido do corpo: o peito. Fui sincera ao dizer que te quero e quero muito, mesmo sabendo que esse querer possa ser um buraco. Você mesmo disse que não há garantia de nada, que todo mundo está predisposto a cair, mas eu queria que se isso acontecesse você me segurasse antes da hora.
Não sei se minhas verdades soltas por garrafas e desejos de mais um ano te assustaram. Eu juro, eu espero que não. É que eu tenho a terrível mania de querer medir as consequências dos passos que dou (eu sei, nunca adianta, mas continuo assim.) talvez por teimosia ou por segurança, não sei. "Eu fui sincera como não se pode ser", sabe?!
Mas eu sei que você tem um jeito que encanta. É um sorriso bobo, um olhar meio torto e uma "facinha" que ninguém mais faz. Você tem um jeito forte e eu me sinto tão bem por isso. Você tem me feito bem, sabia?!
Não minto que o cansaço às vezes fala mais alto, mas ainda resta um pouquinho de fôlego por aqui, talvez na reserva, mas tem sido usado e por enquanto... Tudo bem.

Isa G.

domingo, 22 de agosto de 2010

Retalhos de mim


Tem sempre uma parte em mim que falta. Quando corro é o fôlego, quando penso é a idéia, quando quero é o poder, quando sinto... É você. Tá sempre faltando coragem pra encarar o dia, um pouco de razão pra te esquecer e muito sentimento pra me convencer. Tem sempre uma parte de mim que chora, enquanto uma pequena parte falsa usa vestimenta branca dizendo estar tudo bem. Sempre falta verdade.
Tem sempre uma parte em mim que sobra. Quando ando é a vontade de chegar, quando escrevo são as emoções em tinta, quando vivo são os sonhos, quando sou eu... Corações. Sempre sobra sangue n'alma limpa, sentimento no pulmão que chora, palavras não ditas no peito que te adora. Sempre sobram pedaços de pessoas que se encaixam em mim. Sou feita de retalhos costurados com medo. Medo de só me sobrarem lembranças. Sempre sobra mentira.
Tem sempre uma parte de mim em contradição. Tem sempre um anjo em mil que chora, uma rosa em cem que murcha, um sentimento em um que aflora. Uma palavra em três que assusta, um dia em trinta que é cor, outros dezoito incolor. Tem sempre um lado que marcha e outro que recua. Um que se guarda e outro que insinua. E tem um lado inteiro querendo ser sua.
Tem sempre uma parte em mim que não entendo. Tem a cabeça e suas razões, os pés e suas direções, o coração e as suas bobagens. O lado de dentro que parece do avesso, o lado de fora que parece certeiro, mas erra. Tem sempre uma parte de mim que não entendo: a somatória de todas as partes que sou feita e que, por vezes, sangram separadas e que quase sempre sangram juntas fazendo o meu batalhão de anjos se porem em chão com asas quebradas chorando lágrimas supostamente minhas.
Tem sempre uma parte minha que não me pertence. Dos retalhos sou o sonho e a vontade de... Um dia... Ser inteira.

Isa G.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Era uma vez...


Olha, eu sei que é estranho. Não tente entender. Faça parecer simples: eu gosto demais de você pra te perder, mas gosto mais ainda pra poder ficar com você. O que eu sinto me atormenta, tenho medo de pisar em falso, que deixe de me querer, temo te querer mais.
Sabe, coração vazio também pesa. Mas eu prefiro essa tonelada de nada do que te ferir, magoar, do que ferir também a mim por saber que nos queremos sem poder ser. Não quero que você vá, mas te liberto. Sabe que quem liberta constrói uma prisão em si, não é? Vou aprisionar no peito a saudade, a vontade e o amor pra te ver melhor, te ver seguir. Queria que tivéssemos chance. Será que temos solução?
Hein, e se fizermos assim... Não me venha mais com esses olhos raio-x que enxergam além de mim, nem com essa voz que encanta e muito menos declarações sem fim. Faça-me um favor e se esconda, me esconda o que sente, pensa e quer. A partir de agora não esteja mais aqui. Deixa eu sentir sua falta, mas não me deixe te perder. Eu sei que é meu avesso e por isso sempre sabe o que quero, mas finja que não! Finja não ligar, nos desconecte. Por quê?
Dói demais gostar tanto assim, dói saber que gosta assim de mim. Prometo que em troca eu te deixo me esquecer e te mantenho. É porque você foi é bom demais, eu é que sou a confusa aqui, é meu mundo que tá virado. Tá, eu sei que se eu quiser você vira de cabeça pra baixo e enxerga comigo. Mas eu não sei se esse é o jeito certo de ver. Prefiro ter o peito vazio a me encher de você. Tenho medo de que sua superdosagem me envenene. Não, não. Não veneno do mal, mas aquele veneno bom que te cega pra vida e te faz enxergar estrelas coloridas e borboletas azuis em toda esquina, sabe?
Então... O problema é justamente esse... Passei esse tempo todo procurando viver um conto de fadas e me assusta pensar que ele pode finalmente estar acontecendo. Por isso, me faz um favor? Me mantenha na realidade, não me dê superdosagens, não me mande beija-flor. Seja de ferro e carne, me mostra que sangra e que também faz sangrar. Não seja esse príncipe de fala mansa, andando de banda sem ter onde ir. Seja pra mim mais que um príncipe. Seja real, seja você, seja meu e vamos ser nós. Mas seja aos poucos, sem flores e dragões, sem masmorras e tranças. Ah! sem tramas no coração.
Olha, talvez essa estória tenha uma solução... Era uma vez.

Isa G.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

O que é, o que é?



Todo mundo quer, os que conseguem não o mantém, os que o tiveram morreram de dor?


Sabe,
Tenho pensando no quanto algumas pessoas têm sorte e ao menos se dão conta disso. O quanto elas procuram, procuram o amor e não percebem que o tem bem ali:
nas mãos dadas que, por descuido, passaram a ser dadas por obrigação; nos olhares que deixaram de brilhar; nos abraços que cessaram o aperto; nos segredos que se esconderam; na saudade contida no peito e em cada mínima outra parte do corpo, agora, um pouco faltante.
O amor está logo aí e elas nem percebem isso. É porque não sabem que ele só existe enquanto acreditamos nele, que só perdura enquanto cuidamos, só acontece se fizermos acontecer. Ter amor é como acreditar em estrelas falantes: é coisa íntima, fé no inexistente, improvável, louco! Estrela é amor e vice-versa. Amor caiu do céu, estrela veio dele.
Tem-se a bobagem de esperar que o amor venha bater à porta pintado de vermelho, flores no cabelo (ou nas mãos), a felicidade num braço e uma promessa no bolso: eternamente amor.
Bobagem. O amor te pega quando você é criança e acha que seu ‘namoradinho’ vai ser seu pra vida toda, até que você cresce e descobre que o que sentia não era amor. Discordo. Você sentia amor sim, mas não da forma que sente hoje! É... Não te disseram que o amor muda, amadurece conforme você cresce, não é?! Te ensinaram que só se ama uma vez (outra bobagem). Ele te pega numa terça-feira à tarde, no meio da tempestade quando seu guarda-chuva vermelho estragada devido ao vento e um certo alguém te oferece abrigo debaixo de um guarda-chuva preto (não é sua cor preferida, você nunca gostou de estranhos, mas nunca tinha visto aqueles olhos, aquele sorriso, aquelas mãos. Nunca havia trombado com o seu desconhecido certo.) O amor te descobre duas vezes no mesmo mês, à vezes mais. Ele te destrói, te muda, machuca, te faz crescer por dentro. O amor não é como naquele seu filme preferido, não é uma novela global (ainda bem), nem aquele livro no qual você chora sempre que lê. O amor é aquilo que está lá fora, espalhado por todo canto, rosa-dos-ventos, pirata, chuva, água, vento. É o que acontece quando você fecha a porta e sai de casa. É cada beijo significativo que você assiste e dá; é cada mordida dada com carinho; cada sussurro no meio do cinema; cada sorvete que vira guerra; cada guerra que acaba em paz. É cada caminhada à luz das estrelas (piegas, mas amor) que você vê; cada surpresa no meio da noite; são os sorrisos no meio do dia e pro nada; é o brilho no olho e a umidade que não vira lágrima; é o peito que aperta quando o outro se vai; é o peito que aperta quando o outro vem; amor é tudo o que não se consegue nomear.
Acontece que superestimam o amor. Acham que ele tem que estar ligado 25 horas por dia de domingo a domingo, 365 dias por ano. Sabe o nome disso? Escravidão. Até nós precisamos de férias de nós mesmos. Por que não permitir que o outro também tire férias de nós? Por que não seria um gesto de amor? Se fosse para tentar reacender o sentimento, revirar o que há por dentro, por que não? Amor é salvamento, tentativa, redenção.
Às vezes me pergunto se essa síndrome de amor faltante existe porque estão deixando de acreditar que ele exista. Talvez se, como em Peter Pan, onde quando se diz: “eu acredito em fadas”, a Sininho renasce, talvez se dissermos: “eu acredito no amo”, ele pareça mais visível. Sempre vemos aquilo que queremos ver.
E sabe, tem me assustado muito ver o quanto se procura amor e o quanto dele se tem espalhado por ai.

Isa G.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Voz e som


Sinto saudade daquele jeito exclusivamente seu de tocar o violão com a mão esquerda, das suas cantorias nada desafinadas nas nossas noites de sexta. Da sua voz rouca, boa, do seu jeito de sorrir enquanto cantava e às vezes mordia a boca entre uma pausa e outra. Sinto tanta saudade da sua voz.
E de como você tocava gaita? Fechava os olhos e depositava ali nas mãos toda a emoção de dentro do peito; me fazia chorar quase sempre, mas não de tristeza, não! É que um som tão puro, inocente e verdadeiro faz nascer na alma um desejo de ser igual e então ela chora como se pedisse pra ser gaita, ser som, sentimento bom tocado por ti. Queria ser de novo sua! Qualquer instrumento que você tocasse tão profundamente como aquele seu violino velho que você herdou do avô e não abandona por nada. Quantas vezes desejei ser velha, empoeirada e transmitir qualquer som melancólico pra ver se me gostava mais.
Sinto saudade de todas as letras dedicadas a mim; guardo na gaveta bem ao fundo um envelope contendo todas elas e tem dias, mesmo não entendendo, que as pego e tento decifrar o que há ali.
Lembro que uma vez me disse que se eu fosse melodia seria drama, que se fosse letra seria com rima e que se fosse som seria voz! Agora eu faço um drama e digo rimando que o meu pranto é por não poder te ouvir. Que de nada tem me adiantado voz se te grito ao mundo e meu som não chega a ti. Por onde anda você? Por que paritu assim deixando de lembrança tudo o que é bonito? Lembrança dói; lembrança bonita então... Mata! Vejo o quarto que usava de estúdio agora vazio e imagino como deve ser triste para um lugar que já foi tão cheio de vida, som, amor, melodia, você e muitas canções, agora não ter mais nada, ser sem graça, silêncio, eco, espaço aberto encoberto por pó. Espere! Não preciso imaginar... O quarto também sou eu, mas você ainda não é pó...

Isa G.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Laço sem nó, ponto sem dó.


Eu te dei tudo o que podia e até o que não devia! Ofereci tudo o que tinha e o que pensava em ter! Dei carinho, abraço apertado, espaço, tempo, coração e ouvidos; Tudo o que me foi solicitado. Fiz o possível pra te dar felicidade, paz, tranquilidade, risos leves, bandaids no peito. Tentei ser forte, pedra, rocha, alicerce e porto seguro só pra te merecer. Fui ao limite, extremo, subi a montanha mais alta achando que estava com você! Me espantou muito chegar lá no alto sozinha e te observar ainda lá embaixo sem nem olhar pra cima, caminhando na direção contrária sem nem dizer adeus. Às vezes na empolgação do momento, na dose alta de adrenalina deixei de perceber que nesse laço não havia nó, não havia nós. Sempre foi um cordão solitário querendo ser um só, junto. É estranho ver como a mesma estrada leva em direções contrárias. Daqui do alto eu te vi bem pequenininho partir quietinho pro lado de lá. Eu com dor no peito desejando que você virasse, voltasse, talvez me encontrasse no meio do caminho. Eu te dei todas as opções, mostrei todos os caminhos, compartilhei tudo o que sentia e o que eu pensava em ser, te ofereci laços, pactos, nós... E você me deu um ponto sem dó.Fiz de você meu escudo e fui pra você... O que? Tudo bem você partir calado. Só não tá tudo bem por você partir com a outra parte solitária do meu nó. Te dei tudo o que podia e agora você me dá saudade...

Isa G.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Ausência


Já que chuva lava a alma, talvez o mar me lave de você, o sal cure as feridas e a areia te enterre de uma vez. Vou deixar a natureza cuidar disso porque eu não consegui.
Vou aproveitar e tirar férias de mim! Preciso! Pensar tanto tem me cansado, sentir tanto tem me esgotado e sua falta tem me machucado muito. Talvez longe daqui, longe de ti, consiga amenizar o latejar no buraco do peito, talvez não tenha tempo pra sentir saudade, talvez me renovar seja tudo que eu precise. E é o que vou fazer!

Obs.: Doceiros, estarei ausente por uma semana! Se der eu posto de onde estiver! Mas, por favor, não abandonem esse cantinho, ok? Beijo à todos e uma ótima semana!

Isa G.

domingo, 25 de julho de 2010

Do lado de lá


Penso que pra quem decide abrir mão do 'amor' é muito fácil porque a pessoa já sabe o que vai começar a faltar, o que vai mudar, sabe o que esperar. Mas pra quem tá do lado de lá e nem imagina o furacão que está pra chegar é terrivelmente complicado: um baque, um tapa. Não. Um soco, uma espada enfiada bruscamente no estômago (sim. Para matar as borboletas azuis).
Mesmo com elas mortas ali dentro, é preciso parecer vivo por fora. Tudo bem. Todos vestem uma máscara fina ao sair de casa, ninguém quer ser exposto cru, nu ao sol e a sentimentos.
Penso como deve ser difícil sair vivo/morto por aí, na tentativa de se divertir, introsar, esquecer a espada que foi enfiada, a amargura que brotou de fora pra dentro, esconder a pele fina, rasgada, sangrenta. São machucados invisíveis sim, mas quem já foi criança arteira sabe que os menores machucados são os que ardem mais. Machucados grandiosos vêm com dose de morfina junto pra amenizar a dor (pena coração não entrar na categoria 'ferida aberta').
Imagino como deve ser ver a pessoa que te apunhalou do outro lado da rua, numa boate ouvindo um pagode qualquer... E você ali em outra tentando curtir um rock que grita sua dor. Como deve ser doloroso ser separado trinta metros de alguém e não poder fazer nada, simplesmente... Nada. Chorar? Pra que se afogar por dentro se quem está do lado de lá parece um ser flutuante no meio do mar? Gritar? Acha mesmo que será ouvido por quem quis te calar? Atravessar a rua? Mas e a barreira de dentro?
Às vezes, quando machucados, sair por aí não é a melhor opção. Sábado, sendo sábado, nem por isso tem que significar entreterimento, esquecimento, diversão. Às vezes vem é pra fazer pensar, lembrar mesmo. E dói, como dói se sentir indefeso diante da vida, diante do outro. Mas, o domingo vem e vem pra ajudar a, de novo, começar a esquecer.
É o que sobra pra quem ficou com amor no peito: esquecer ou sufocar. Opinião? Melhor esquecer. Aos poucos a noite passa, a dor se esconde, as pessoas se vão... E ao olhar pro outro lado da rua: calmo, vazio, nem vai parecer que ali, já esteve quem te assassinou por dentro. Vai parecer ilusão e, quase sempre, é mais confortável viver dela... Pelo menos pra quem sobra com amor.

Isa G.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

"Você é incrivelmente bonita."


Ele sabia da existência do meu diário e vez ou outra perguntava sobre as histórias que ali eu contava.
-Há muito sobre você, se é o que quer saber - eu dizia.
-Muito quanto? - era curioso por natureza. O que me fazia rir por horas quando estávamos juntos, o que, normalmente, queria dizer quase sempre.
-Muito o suficiente para as outras histórias terem que pedir licença para existir.
Ele me puxou pra perto de si no sofá, me deu um beijo demoradamente e disse enquanto me deitava em seu colo:
-Você é incrivelmente bonita. - E selou as palavras em minha bochecha.
Logo depois disso, dormi. Tarde com chuva mais colo e cafuné era igual a sono profundo no meio do dia.
Fui abrindo os olhos aos poucos, espreguiçando, enrolando como sempre fazia. Busquei o corpo dele junto ao meu, mas não estava mais no sofá e nem ele, ali. Levantei ainda um pouco sonsa e fui até a sala. Olhei a janela e percebi que o Sol já virara Lua. Ali, duas caixinhas de comida chinesa estavam sobre a mesa, ao lado de um caderno com uma fita azul e ele, ah! ele estava ali sentado de peito e braços abertos. Fui até lá e sentei em seu colo perguntando o porquê daquilo tudo.
Ele pegou o caderno de fita azul na mão, entregou-me e disse:
-Essa é a licença para as outras histórias existirem.
Abri o caderno que cheirava a novo e em cada rodapé de página uma mensagem se seguia: "você é incrivelmente bonita", "boa noite, querida", "se precisar me ligue", e muitas outras.
-Obrigada - abracei-o ainda meio mole pelo sono.
-Antes que pergunte, as mensagens são para que se perca em suas outras histórias, mas ao final delas lembre-se sempre que tem pra onde voltar.
-Pra nossa história? - Perguntei bocejando.
-Pra mim. - E aquela fita azul era tudo o que eu precisava.

Isa G.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Muitos passarão...


Foi durante o pôr-do-sol de um domingo que aqueles passarinhos cantaram minha tristeza.
-Terei que partir – ele disse ainda deitado olhando o céu.
Eu estava com a cabeça em seu peito e pude ouvir o coração disparar. Não quis sair dali, não quis olhar praqueles olhos cor de esperança com turquesa que eu já via no céu. Fechei os olhos e suspirei.
- Tentei prolongar ao máximo essa partida, mas não consigo mais. Uma parte maior de mim acha que devo ir; embora uma parte inteira me mande ficar.
-Então por que vai? – Criei coragem e me apoiei sob o cotovelo para que pudesse olhá-lo. Ele sorriu, colocou uma mexa do meu cabelo atrás da orelha e passou a mão vagarosamente no meu rosto: testa, bochechas, nariz.
-Tenho medo de ficar e criar raiz. – Disse e me puxou para que deitasse de novo.
Esse era um medo que eu não podia questionar. Existem os que temem o vôo, a queda, a liberdade que a vida dá. E aqueles que temem o chão, afundar na terra e criar raízes, laços, a grade que a gaiola, mesmo segura, dá. Alguns nasceram pra partir e outros pra esperar a chegada. Uns foram feitos de pena e ar, outros de pedra e sangue.
-Querida, não ache que estou indo porque não te quero mais. Aliás, acho que vou porque te quero até demais. Dá medo querer uma pessoa tanto assim. Sabe que essa oportunidade já tinha surgido outras vezes, acho que é hora de aceitar. – ele disse passando a mão em meu braço acho que na tentativa de me esquentar por fora porque por dentro, passava a ser fria, uma tempestade inteira se instalara em mim. Chovia na alma, trovejava no lado esquerdo, escuridão densa na cabeça.
Foi quando um bando de pássaros passou por cima de nós.
-Acha que estão indo ou voltando? – perguntei.
-Hein?
-Os pássaros. Acha que estão indo ou voltando? – repeti.
- Acho que... Indo! Não sei! – ele riu confuso.
Abracei meu corpo fortemente junto ao dele e sussurrei para que ninguém mais descobrisse o que iria dizer:
-Pois toda viagem de ida é também uma viagem de volta, depende de como e quando você para pra olhar.
-O que quer dizer com isso? – sussurrou em resposta.
-Que você vai deixar saudade, mas quando achar seu lugar ao mundo, seu lugar seguro, quando descobrir onde ficar fará como esse bando e mesmo que parta, um dia vai voltar. – Falava isso com aperto no coração, quase não acreditava no que dizia, mas... Quem sou eu pra impedir um ser livre de voar?
Ele nada disse, eu nada questionei. Continuamos ali observando o pôr-do-sol e os pássaros que aos poucos iam partindo/voltando e levando com eles toda minha tristeza e dor de libertar aquele que eu mais gostei.
-Eu te passarinho! – ele disse.
-Eu te passarão!

Isa G.